Você terá duas fases de vida distintas: antes e depois da Nutrição Comportamental.

Primeiro, para entender como funciona, preciso explicar brevemente o que é a nutrição comportamental. É uma abordagem científica da nutrição que estuda o comportamento alimentar e tem como objetivo tornar a relação do paciente com a comida um vínculo mais saudável. A nutrição comportamental entende que tão importante (ou mais importante) do que quais alimentos comemos, é por que comemos, e por que comemos tanto. Por isso, o primeiro aprendizado é que não existe alimento proibido, bom ou ruim, que engorda ou que emagrece, e sim a maneira como os comemos.

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Dito isso, você pode perceber que não se trata de cálculos de calorias que se materializam num papel de dieta, com alimentos e quantidades pré estabelecidos. O nutricionista comportamental é na verdade um terapeuta nutricional. É o facilitador do processo de mudança da relação com a comida. Ele não te julga, não te xinga, não te critica, e sim busca entender junto contigo o que está por trás da sua forma de comer e te ajuda a buscar soluções de como tornar o seu ato de se alimentar um comportamento mais intuitivo, consciente e natural, que é como deveria ser. Qual será a consequência à medida que dessa nova forma de comer vai se estabelecendo? O emagrecimento. Poderá sim ser um pouco mais lento do que uma dieta radical (um método radical trará um resultado “radical”), porém, será com o objetivo de permanecer com o resultado e chegar nele com auto estima, auto confiança e segurança de manter o peso com cuidados normais do dia-a-dia e de forme autônoma. O que você prefere?

Nas consultas conversamos sobre o quê a pessoa come, quando/em quais momentos ela come, por quê ela come, de que maneira. Entre os nutricionistas comportamentais mais “tradicionais” não é fornecido um plano alimentar e sim apenas orientações, mas eu forneço sim plano alimentar na primeira consulta com várias opções em cada refeição, não só por que o paciente espera isso do nutricionista e sente-se perdido quando não recebe, mas por que o plano alimentar o ajuda na organização e a evitar a monotonia alimentar.

Então, na primeira consulta, que dura em torno de 1h30, conversaremos sobre o seu comportamento alimentar, vamos analisar juntos o seu dia-a-dia e vou te explicar, entre outras coisas, por que você sente tanta fome física ou emocional no fim do dia, por exemplo, ou por que você chega com tanta fome nas refeições, ou por que você não consegue se controlar nas festas, e como mudar/lidar/fazer. Na primeira consulta também planejamos juntos o seu plano alimentar baseado em comidas “normais”, na sua rotina, e também no que você gosta de comer. O plano alimentar serve como guia para refeições equilibradas, nutritivas e para manter a variedade. Nada é proibido – a não ser que o paciente apresente algum problema de saúde que exija isso.

Nas reconsultas, que duram em torno de 45 min, conversaremos muito mais sobre os comportamentos alimentares e como melhorá-los, do que sobre o que você comeu em si. Afinal, as escolhas dos alimentos e a forma de se alimentar são resultados do quão problemática é a relação com a comida. Então, na nutrição comportamental não existem regras rígidas sobre o que comer ou não comer, o que significa que trabalhamos com o bom senso da frequência e da quantidade, com os significados do comer (comi só por que eu vi, por que eu estava nervoso, por que não soube dizer não, ou por que eu realmente estava com vontade). Ou seja, vamos entender por que você está querendo comer aquilo naquele momento e por que não consegue parar quando já tinha comido o suficiente, por exemplo. Aprender a diferenciar fome física, fome emocional (desejo impulsivo disparado por emoções) ou situações e vontade verdadeira de comer e a identificar essas diferentes sensações, bem como aprender a identificar a saciedade e saber parar de comer com a decisão pautada nos sinais do seu corpo e não se ainda tem no prato ou não, por exemplo. Aprender a lidar de forma mais saudável com emoções consideradas negativas de sentir e a se posicionar com os pensamentos sabotadores ou pensamentos distorcidos que disparam desejo de comer ou comportamento automático de comer.

Essas mudanças são conduzidas através de várias técnicas, como coaching, mindfulness, comer intuitivo, abordagem da  entrevista motivacional e cognitivo comportamental, onde o paciente é gradualmente conduzido a mudanças na sua relação com a comida ou sobre a posição que a comida ocupa na vida dele.

Com isso, o progresso obtido e os resultados são para a vida toda. E aí às vezes me perguntam: mas nutrição comportamental emagrece? Depois de tudo isso que te contei, o que você acha…? Bom, sou suspeita para dizer por que eu adoro trabalhar com nutrição comportamental e eu acredito, após 15 anos de experiência diária em consultório, que esse é o único caminho para um emagrecimento seguro, saudável, permanente, e que não vai prejudicar a sua relação com a comida, ao contrário, vai estabelecer um vínculo saudável, natural, despido de preocupações, medos e culpas desnecessárias. Se é isso que você está buscando, a nutrição comportamental é para você e estou aqui para te acompanhar nessa jornada incrível de auto conhecimento e libertação. Mas, se você ainda está buscando por resultados imediatos, milagrosos e atalhos, ainda não é o seu momento para a nutrição comportamental.

Conheça mais o meu trabalho com emagrecimento.

Nutrição comportamental: a melhor “dieta” para emagrecer.

Foto: Carl Warner.