Aninha tinha o que ela considerava um grande problema: pensamentos obsessivos por chocolate e doces de maneira geral. Um dia, ela estava fazendo um trabalho da faculdade e subitamente sentiu uma vontade imensa de comer chocolate. No entanto, ela estava fazendo uma dieta e lembrou que a nutri dela tinha dito que ela estava no desafio de 30 dias sem comer chocolate para dessensibilizar deste paladar e dos pensamentos obsessivos por chocolate e doce. A nutri dela disse que se ela se distraísse por 15 min o desejo passaria. Embora ela tenha tentado resistir e se concentrar de novo no trabalho, os pensamentos sobre comer o chocolate começaram a ficar muito insistentes e cada vez mais intensos. Ela pensou: “Bom, ela disse que banana com canela pode, e poderia resolver a minha vontade”. Ela foi até a cozinha, fez a banana com canela e voltou ao trabalho. Mas, os pensamentos continuavam importunando, eram os tais pensamentos obsessivos por chocolate e doces. Ela começou a ficar ansiosa com isso. Para tentar resolver, ela foi até cozinha novamente e comeu alguns damascos. Não funcionou. Ela tomou um copo de suco. Nada… Ela comeu uns biscoitos integrais… Nada… Comeu 1 colherinha de mel… Nada… Aninha já estava muito nervosa e irritada com aquilo, e num ato de revolta, pensou: “Que se dane, vou comer o chocolate!”. E após ter comido a banana com canela, os damascos, o suco, os biscoitos, o mel, ela foi lá no armário onde o marido tinha escondido dela uma barra de chocolate e comeu toda barra numa sentada. Após isso, ela estava se sentindo ainda pior: além de nervosa e irritada, estava se sentindo descontrolada, decepcionada, culpada, frustrada, triste, fracassada, desmotivada, envergonhada, desacreditada… Se o humor dela antes estava neutro, agora estava péssimo. E ela não voltou mais naquela nutri. 
Tempos depois, Aninha foi numa nutri com trabalha com nutrição comportamental. Estava procurando se reeducar e aprendendo novas formas de lidar com seus desejos, com suas emoções, com os pensamentos obsessivos por chocolate, etc, estava construindo uma nova forma de se alimentar. Um dia, Aninha se encontrou na mesma situação anterior: estava fazendo um trabalho da faculdade e subitamente veio uma vontade imensa de comer chocolate. Daí, Aninha fez o que a nutri havia aconselhado: ela parou e pensou: “Por que estou com essa vontade de comer chocolate a esta hora, assim de repente?”. Aninha se esforçou para ouvir os sinais internos do seu corpo, e percebeu que ela já estava cansada, pois já estava a horas fazendo aquele trabalho. Ela percebeu que a vontade de comer chocolate não era necessariamente genuína, que era por que ela estava cansada, mas que se ela não comesse, os pensamentos persistiriam de forma obsessiva e ela chutaria o balde. O balde era ela, e dentro dele tinham coisas que ela não queria que se espalhassem de novo: sua sensação de descontrole, descrédito e desesperança. Então, ela se autorizou a descansar 30 min e a comer um pedaço de chocolate. Ela comeu com atenção para que aquele pedaço a satisfizesse. E foi o que aconteceu: ela ficou satisfeita, ciente de que aquilo não a havia prejudicado, e então seguiu normalmente com o seu dia, num bom estado humor. Se antes ela estava num estado de humor neutro, agora ela estava melhor: estava se sentindo no comando, feliz, satisfeita, motivada, confiante e tranquila.

Esse é um dos temas trabalhados no curso para emagrecer Emagreça Motivado – a motivação para emagrecer que você precisa.

Nutrição comportamental: a melhor “dieta” para emagrecer.

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