Você já teve vários acompanhamentos nutricionais ou médicos para emagrecer e, ainda assim, não conseguiu os resultados que desejava?

Sempre atuei em consultório desde a minha formação em Nutrição em 2006, atendendo adultos nas áreas de emagrecimento com a abordagem da nutrição comportamental, e nutrição clínica, especialmente gastroenterologia.

Foi ao longo dos anos de experiência atendendo percebi o quanto o comportamento alimentar dos pacientes influenciava diretamente nos seus resultados. O plano alimentar, por melhor e mais adaptado que fosse à rotina e aos gostos deles, não era suficiente para ajudá-los a emagrecer ou a melhorar a saúde. E por que isso acontecia? Porque eles não conseguiam, com os seus comportamentos alimentares disfuncionais, sustentar por muito tempo a alimentação proposta, e acabavam sabotando ou  abandonando o tratamento frequentemente.

Minha busca por conhecimento na área de comportamento alimentar:

Em função disso, busquei mais conhecimentos sobre comportamento alimentar, através de formação em coaching e da formação em transtornos alimentares e obesidade com foco em abordagem cognitivo comportamental (TCC). Atualmente não estou fazendo nenhuma especialização ou formação, mas faço parte de um grupo de estudos semanal sobre comportamento alimentar (comer transtornado e transtornos alimentares) com psicólogos e psiquiatras, para cada vez mais me instrumentalizar e poder ajudar os pacientes na relação deles com a comida.

A abordagem cognitivo comportamental, na verdade, é muito parecida, em vários aspectos, com a abordagem do coaching, que é uma espécie de consultoria que ajuda na evolução de algum setor da sua vida. As vantagens dessas abordagens no atendimento nutricional é que elas estimulam a mudança dos comportamentos alimentares disfuncionais para comportamentos alimentares mais saudáveis de forma mais efetiva e motivadora. A abordagem das dietas, onde se categoriza os alimentos em “salvadores ou vilões” já é fadada ao fracasso. Não funciona, é desmotivante, frustrante… Nosso peso é reflexo do nosso comportamento alimentar, ou seja, da forma como comemos e não tanto do que comemos, e a maneira como comemos é reflexo de como lidamos as nossas emoções e as situações da vida.

Somos “terapeutas nutricionais”:

Então, além da formação de uma nutricionista “tradicional”, que elabora o plano alimentar para o paciente, baseado em reeducação alimentar, abordo as questões comportamentais usando a abordagem cognitivo comportamental, do coaching, e de entrevista motivacional, o que me torna uma espécie de “terapeuta nutricional” também. Tudo isso ajuda o paciente a ter mais resultados através de uma transformação mais profunda, um tratamento mais seguro, eficiente e sólido, e não baseado em dietas de restrição, que é uma abordagem superficial e temporária para o objetivo de emagrecer, em que o paciente emagrece rápido e reganha o peso rápido por estar fadado à recaída.

O tempo que leva para emagrecer com nutrição comportamental é muito relativo:

A mudança de comportamento alimentar pode ser rápida ou gradual. Tive pacientes que tiveram insights muito importantes logo na primeira consulta, como, por exemplo, diferenciar fome e desejo de comer, e a partir dali eles emagreceram constantemente e naturalmente até às suas metas, simplesmente porque entenderam o que acontecia com eles e foram racionais o suficiente para mudar. Já outros pacientes precisam treinar alguns conceitos no seu dia a dia, como por exemplo, detectar quando estão satisfeitos, aumentar o seu repertório de opções sobre como lidar com a ansiedade e outras emoções consideradas desagradáveis de sentir.

Resultado final esperado:

O resultado é incrível: pacientes conscientes das decisões que tomam, atentos aos pensamentos produtivos ou não produtivos sobre comer e sobre comida, atentos às crenças distorcidas sobre  si mesmo, sobre comer e sobre comida,  com uma relação mais saudável com as emoções e com a comida. A comida passa a ser comida, ainda fonte de prazer, porém numa posição coerente no ranking de prazeres, e não como o maior prazer da vida deles. Passam a conhecer os seus limites e aprendem a manter o peso, de forma independente, com cuidados normais do dia-a-dia. Por fim, aprendem a comer de tudo, estando no comando, e mantendo um peso legal.

Ver essa evolução e conquista deles a cada sessão é muito gratificante!

Nutrição comportamental e relação com a comida: a melhor “dieta” para emagrecer.