Quando a gente está tentando emagrecer e vemos as pessoas comendo livremente algo que a gente gostaria de comer, mas não seria pertinente comer naquele momento, podemos sentir uma sensação de injustiça. Quando ela é recorrente, chamamos isso de síndrome da injustiça que, nesse caso, é a sensação de injustiça por ter que emagrecer.

Pensamentos de injustiça

Essa sensação pode ficar evidente através de pensamentos, como “Por que elas podem comer e eu não?” ou “Todo mundo pode comer, menos eu.” Se você se sente frustrado ou injustiçado por acreditar que não pode comer, provavelmente cederá ao impulso de comer e talvez deixe de lado o seu plano alimentar naquele momento/dia/semana.

Muitas pessoas se sentem assim: injustiçadas por não poderem comer o que gostariam, e isso acaba levando-as a um ato de revolta, de rebeldia, tipo: “Quer saber? Que se dane, vou comer também!”. É importante ter em mente que seguir um plano alimentar não tem a ver, exatamente, com justiça. Assim como diversas coisas na nossa vida e no mundo, talvez isso também não te pareça justo.

As consequências

É importante ter energia para saber lidar com os pensamentos que começam com “Não é justo…”. Pensar que ter que seguir o plano alimentar e emagrecer é injusto fará com que você se desvie do foco e coma mais, e no momento seguinte, quando retomar a perspectiva real, você se sentirá mal consigo mesmo e frustrado. Você se sentirá ainda pior por ter comido exageradamente. Isto sim não parece justo! Com você!

Às vezes nos sentimos injustiçados quando vemos um magro comendo “livremente” em uma festa, e ficamos irritados com essa situação. O que a gente não sabe é que talvez aquele seja apenas um momento da vida dele, e não a regra. E mesmo que você conheça um verdadeiro “magro de ruim” (o que é raro, normalmente os magros cuidam o que comem), provavelmente ele tem alguma outra injustiça na sua vida.

A injustiça de cada um

Todo mundo tem uma injustiça na sua vida. Pode ser uma doença grave, ter ficado órfão, ter uma deficiência, não ter podido estudar, ter perdido um filho… A sua injustiça pode ser ter que cuidar do peso e do que come. Convenhamos, isso nem deveria ser considerado injustiça, afinal, estar mais magro e se alimentando de forma mais saudável é cuidar do seu próprio corpo, do seu templo, do seu veículo na vida!

Para enfrentar este tipo de pensamento sobre injustiça, lembre-se dos motivos que o levaram a desejar perder peso. Por algum motivo, você escolheu por livre e espontânea vontade seguir este caminho. Assim, coloque a injustiça sob outra perspectiva: pode não ser fácil seguir o plano alimentar, mas os seus esforços valem à pena. Você tem a opção de se deixar abater e sentir-se injustiçado, ou aceitar a situação e seguir em frente.

O que é mais injusto

Reflita sobre o que seria mais injusto: você não comer tudo o que quiser na hora e quantidade que quiser ou continuar com esse peso e tudo o que ele acarreta na sua vida? É justo? Não, não é justo. Mas, você precisa decidir quais são os seus objetivos. Se prevalecer o emagrecimento, serão necessários alguns esforços sim, especialmente para saber lidar com os alimentos tentadores e os pensamentos sabotadores e distorcidos.

O que fazer a respeito

Lembre-se: a escolha é sua! Se escolher seguir o plano alimentar e emagrecer, afaste os pensamentos sobre injustiça. Responda aos pensamentos que insistem em lhe dizer que a situação não é justa. Se achar necessário, registre por escrito os motivos pelos quais quer emagrecer e tenha sempre à mão para ler em momentos de dificuldade e desânimo.

Diga a si mesmo “Se para emagrecer eu preciso prestar atenção no que eu como, paciência, eu não tenho escolha” e siga em frente! Diga a si mesmo “eu poderia comer mais desse alimento, mas prefiro emagrecer”. Assim você se sentirá tomando uma decisão baseada em uma escolha e não em uma sensação de injustiça motivada por proibição.

Você não é proibido de nada, nem de comer nada, e ninguém tem esse poder sobre você. A questão é colocar-se limites e olhar para a sensação de injustiça sob outra perspectiva.

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