Você já teve vários acompanhamentos nutricionais ou médicos para emagrecer e, ainda assim, não conseguiu os resultados que desejava? Você gostaria de emagrecer de uma forma mais leve, mais motivada, e sem sofrimentos? Sim, é possível emagrecer sem fazer dieta, a partir do momento em que transformamos a nossa forma de comer. Conheça a minha forma de trabalhar com nutrição comportamental.

Se preferir, veja o vídeo desse conteúdo:

Foi ao longo dos anos de experiência atendendo diariamente no consultório que percebi o quanto o comportamento alimentar dos pacientes influenciava diretamente nos seus resultados. O plano alimentar, por melhor e mais adaptado que fosse à rotina e aos gostos deles, não era suficiente para ajudá-los a emagrecer ou a melhorar a saúde.

E por que isso acontecia? Porque eles não conseguiam sustentar por muito tempo a alimentação proposta em função dos seus comportamentos alimentares disfuncionais, das suas dificuldades de lidar com emoções e situações consideradas desagradáveis onde a comida entrava como forma de regular e aplacar essas sensações, e por causa das suas crenças distorcidas sobre emagrecer, sobre comida, sobre corpo, etc, e, assim, acabavam sabotando ou  abandonando o tratamento frequentemente, repetidamente.

Sempre atuei em consultório desde a minha formação em Nutrição em 2006, atendendo adultos nas áreas de emagrecimento com a abordagem da nutrição comportamental, e nutrição clínica, especialmente gastroenterologia.

Minha busca por conhecimento na área de comportamento alimentar:

Em função disso, busquei mais conhecimentos sobre comportamento alimentar. Fiz formações em transtornos alimentares e obesidade com foco em abordagem cognitivo comportamental (TCC) e formações de coaching. Participei de grupo de estudos semanal sobre comportamento alimentar (comer transtornado e transtornos alimentares) com psicólogos e psiquiatras. E, agora, em 2020, retomei a faculdade de Psicologia e iniciei pós graduação em Ciências Cognitivas.

Técnicas utilizadas

A abordagem cognitivo comportamental, na verdade, é muito parecida em vários aspectos com a abordagem do coaching. Porém, ela aprofunda muito mais nas dificuldades para que a mudança seja mantida e instrumentaliza muito mais o paciente para lidar com possíveis reveses.

Já o coaching é uma espécie de consultoria que ajuda na evolução de algum setor da sua vida, de um objetivo específico. É preciso ter um certo cuidado para avaliar se é o momento certo de aplicar coaching com o cliente. Às vezes, as pessoas podem não estar preparadas psicologicamente para aguentar a pressão do coaching e a sustentar a mudança depois. Ainda utilizo muito abordagens da entrevista motivacional e mindfulness.

Vantagens da nutrição comportamental

As vantagens dessas abordagens no atendimento nutricional é que elas estimulam a mudança dos comportamentos alimentares disfuncionais, como o comer transtornado, para comportamentos alimentares mais saudáveis de forma mais sustentável. Portanto, é um processo mais motivador, e também de forma mais aprofundada e, portanto, mais efetiva.

Já a abordagem das dietas (restritivas, da moda), que se resume em categorizar os alimentos em “salvadores ou vilões”, que emagrecem ou engordam, permitidos e proibidos, é fadada ao fracasso. Afinal, se funcionasse já estaríamos magros. Além de não funcionar, é desmotivante, frustrante, abala a auto estima, auto imagem, auto confiança, por que é impossível de ser mantida… Portanto, todas as vezes que você desistiu de uma dieta, a culpa não foi sua, e sim do método “dieta”, que é impossível de ser seguido para 95% das pessoas.

Comportamento alimentar e peso

Talvez para você ainda não esteja claro, mas o nosso peso é reflexo do nosso comportamento alimentar. Ou seja, da maneira como comemos, e não tanto de quais alimentos comemos. E a maneira como comemos é reflexo de como lidamos as nossas emoções e as situações da vida.

Por isso, seguir uma folha de papel com uma dieta não traz mudança na relação com a comida. O que traz essa mudança é a nutrição comportamental. O peso não é um comportamento, e sim um resultado do comportamento. Por isso, não é o peso que deve ser mudado, e sim o comportamento alimentar.

Terapia nutricional para emagrecer sem fazer dieta:

Então, além da formação de uma nutricionista “tradicional”, que elabora o plano alimentar para o paciente, baseado em reeducação alimentar, abordo as questões comportamentais. Para isso, utilizo as abordagens que falei antes: da nutrição comportamental, da cognitivo-comportamental, do comer intuitivo, do mindfulness, do coaching e da entrevista motivacional. Isso me torna uma espécie de “terapeuta nutricional” também.

Tudo isso ajuda o paciente a ter mais resultados através de uma transformação mais profunda da sua relação com a comida, o que eu considero um tratamento mais seguro, eficiente e sólido, e não baseado em dietas de restrição, que é uma abordagem superficial e temporária para o objetivo de emagrecer, em que o paciente emagrece rápido e reganha o peso rápido por estar fadado à recaída.

O tempo que leva para emagrecer sem fazer dieta

A mudança de comportamento alimentar pode ser rápida ou gradual. Tive pacientes que tiveram insights muito importantes logo na primeira consulta, como, por exemplo, diferenciar fome e desejo de comer (fome física e fome emocional), e a partir dali eles emagreceram constantemente e naturalmente até às suas metas, simplesmente porque entenderam o que acontecia com eles, que eles comiam por emoções e não por fome.

Já, outros pacientes precisam treinar alguns conceitos no seu dia a dia, como por exemplo, detectar quando estão satisfeitos, aumentar o seu repertório de opções sobre como lidar com a ansiedade e outras emoções consideradas desagradáveis de sentir. Nesses casos a evolução é mais lenta, pelos altos e baixos que podem surgir.

Como o processo de mudança e aprendizado não é linear, e sim cheio de altos e baixos, é natural e esperada esse tipo de evolução. Portanto, os nutricionistas comportamentais sabem que será assim na maior parte do tempo e ensinamos os pacientes a lidar com essas fases com mais inteligência emocional. Quando um paciente está evoluindo de forma muito fácil, constante e rápida é que eu fico preocupada, por que provavelmente no fundo ele está encarando o processo com a sua mentalidade de dieta e terá dificuldades na manutenção de peso futuramente. Então, é justamente esses que me preocupam.

Resultado final ao optar por emagrecer sem fazer dieta

O resultado é incrível: pacientes conscientes das decisões que tomam sobre comer, atentos aos pensamentos produtivos ou não produtivos sobre comer e sobre comida, atentos às crenças distorcidas sobre  si mesmo, sobre comer e sobre comida, com uma relação mais saudável com as emoções e com a comida.

A comida passa a ser comida. Ainda fonte de prazer, claro, porém numa posição coerente no ranking de prazeres da vida, e não como o maior prazer da vida deles. A comida passa a ser um prazer muito maior, pois comer o que se gosta sem descontrole, sem culpa e arrependimento é libertador.

Os pacientes passam a conhecer os seus limites e aprendem a manter o peso, de forma independente, com cuidados normais do dia-a-dia. Aprendem a lidar com descuidos situacionais, e a evitar recaídas de reganho de peso. Por fim, aprendem a comer de tudo, estando no comando, e mantendo um peso legal.

Ver essa evolução e conquista deles a cada sessão é muito gratificante!

Uma forma de emagrecer sem fazer dieta é através do meu programa online de emagrecimento Emagreça Motivado – a motivação para emagrecer que você precisa. Nele, todo o conteúdo é voltado ao emagrecimento sem dieta, e sim através da mudança do comportamento alimentar.

Nutrição comportamental e relação com a comida: a melhor “dieta” para emagrecer.