No contexto do emagrecimento, você já reparou na quantidade de pensamentos distorcidos que temos ou na quantidade de justificativas que damos para nos autorizar a comer mais ou para comer o que não precisamos naquele momento? Especialmente quando estamos seguindo um plano alimentar para emagrecer, o caminho mais fácil parece ser “criarmos” motivos para nos desviarmos dele e parar de se enganar.

Auto engano

Mas, isto nada mais é do que enganar a si mesmo. Afinal, não será a sua nutricionista que não atingirá a meta, será você, e não é para a sua nutricionista que você decidiu emagrecer, é para você. Então, não é a sua nutricionista que você está enganando.

É comum nos enganarmos com pensamentos automáticos, como:

  • Só este pedacinho não fará diferença;
  • Não são tantas calorias assim;
  • Só hoje, amanhã comerei menos;
  • Hoje é dia de comemoração;
  • Preciso comer e não me importo;
  • Entre tantas outras justificativas.

Na hora em que surge a fome extrema, a vontade ou o desejo de comer, você pode de fato tornar-se irracional e estes pensamentos fazerem muito sentido, por isso é importante não agir por impulso. Parar e pensar na atitude que você está tomando pode ser o caminho mais difícil, mas é o caminho certo! E, embora o caminho certo exija mais esforço inicialmente ou à primeira vista, é através dele que realmente evoluiremos.

Pare de se enganar

Então, uma boa dica é ficar atento e prestar atenção aos pensamentos que precedem o ato de comer. Se quando você for comer, você tiver pensamentos, como: “não faz mal se eu comer porque…”, preste atenção! Aí vem um pensamento que certamente irá te levar a sabotar o seu plano alimentar.

Outras formas de se enganar é considerar as orientações da nutricionista como bobagens, por exemplo: se a sua nutri pede que você preste mais atenção à quantidade de alimentos que serve no prato, afaste os pensamentos de que isso é bobagem. Encare como algo que deve ser feito, afinal, pequenas quantidades a mais em cada refeição podem, sim, fazer toda a diferença no resultado final.

O que fazer a respeito

Se for necessário, escreva em algum papel ou no seu celular para que você possa ler periodicamente algo do tipo: “Preciso parar de me iludir e me enganar: comer alimentos que estão fora do meu planejamento vai atrapalhar o resultado de um projeto que é meu”. Esse pensamento adaptativo enfraquecerá o comportamento disfuncional de se auto enganar e, principalmente, te ajudará a chegar no resultado desejado.

Enfim, é muito importante que você fique atento para identificar os pensamentos sabotares e distorcidos e estar preparado para racionalizá-los e tomar decisões mais assertivas. Pare de se enganar e pense a longo prazo. Você pode não se importar agora de comer aquele doce, mas com certeza ficará chateado quando ver que não conseguiu atingir as metas a que se propôs.

Para aprofundar mais nesse assunto e entendê-lo melhor, leia sobre os pensamentos sabotadores do emagrecimento e sobre o livro Pense Magro.

Nutrição comportamental e relação com a comida: a melhor “dieta” para emagrecer!