A abordagem cognitivo comportamental para emagrecer tem sido considerada como o método mais promissor de emagrecimento.

E, especialmente se você, como diversas outras pessoas, já tentou sem sucesso manter uma alimentação equilibrada, organizada e controlada.

Ou talvez você tenha até conseguido por um determinado período, mas depois, seja qual tenha sido o motivo, voltou a comer de forma exagerada ou sem critério. Por que será que isso acontece?

Seguir um plano alimentar pode parecer uma tarefa muito difícil, quase impossível, para algumas pessoas. E, para aquelas que já tentaram emagrecer de diversas maneiras e nada surtiu efeito, pode parecer ainda mais difícil.

O que é preciso fazer para permanecer magra para sempre

Para sair de uma vez por todas do efeito sanfona, é preciso basicamente uma coisa: mudar a maneira como você pensa a alimentação e o emagrecimento.

Isto significa aprender a estar na liderança da sua mente, identificando as “trapaças mentais”, os pensamentos distorcidos e as emoções consideradas desagradáveis de sentir, para aprender a lidar melhor com eles.

A partir disso, você vai conseguir construir uma nova maneira de se alimentar. Então você pode me perguntar: mas como posso construir uma nova maneira de me alimentar?

Primeiro, você precisará detectar os pensamentos e comportamentos que lhe impedem de progredir em direção a essa mudança para estar consciente deles.

Todos sabemos de forma geral o que é preciso fazer para emagrecer, porém, dificuldade não é essa. A dificuldade é que não conseguimos fazer o que é preciso para emagrecer, porque nosso inconsciente age sobre nossas atitudes.

Para isso precisamos de ajuda profissional, de um nutricionista comportamental e/ou um terapeuta cognitivo-comportamental.

Abordagem cognitivo comportamental

Muitas vezes, sem perceber, você tem pensamentos que acabam sabotando a constância ou a continuidade do seu plano alimentar.

São pensamentos ideias como:

  • “Tive um dia estressante”,
  • “Hoje eu mereço comer livremente”;
  • “Vou comer só hoje, amanhã volto a seguir o plano alimentar”;
  • “Já que comi errado mesmo, vou seguir assim até o fim do dia”, etc.

Você precisa descobrir quais são os pensamentos que o levam a comer demais, para poder questiona-los. A partir disso, conseguirá descobrir os reais motivos que estão por trás do seu ato de comer exageradamente.

O que não pode acontecer é você se tornar escravo de seus pensamentos e usar fatos, como “briguei com meu namorado” ou “discuti com meu chefe no trabalho”, etc, para sabotar seu plano alimentar e o seu emagrecimento.

Este tipo de abordagem para emagrecer, a cognitivo comportamental, é baseada na terapia cognitiva comportamental, também conhecida pela sua sigla: TCC.

Ela foi desenvolvida por Aaron T. Beck no final dos anos 1950 como uma nova forma de tratar pacientes deprimidos, através da modificação dos seus padrões de pensamentos distorcidos e comportamentos.

Hoje em dia a terapia cognitiva, como ficou conhecida, auxilia no tratamento de diversos distúrbios, sejam eles de ansiedade, depressão, fobias, transtornos alimentares, entre muitos outros.

Vantagens da abordagem cognitivo comportamental

A grande vantagem desta abordagem quando aplicada na mudança do comportamento alimentar, por exemplo, não é apenas o emagrecimento, mas a manutenção do peso conquistado.

Isso é o que a diferencia de outros tipos de terapia ou programas de emagrecimento. Ou seja, seguir uma dieta – independente de qual seja – sem mudar a forma como você se relaciona com a comida, será algo simplesmente temporário e muito superficial na sua vida.

Por isso, a abordagem cognitivo-comportamental para emagrecer é tão válida. Ela ajuda a seguir o plano alimentar, independente do que acontecer na sua vida, sejam dias estressantes, decepções, ansiedade, pressão social, etc.

Portanto, a abordagem cognitiva vai ajudar você a identificar os pensamentos  sabotadores ou distorcidos sobre comer, comida, emagrecimento e responder a eles de maneira mais saudável, funcional e positiva.

Caso contrário, você será eternamente refém dos seus pensamentos distorcidos e acontecimentos cotidianos.

Nutrição comportamental e mudança da relação com a comida: a melhor “dieta” para emagrecer.