Embora 70-80% do resultado do emagrecimento venha do cuidado com a alimentação, a prática regular de exercícios físicos é fundamental pelos benefícios inquestionáveis para a saúde e qualidade de vida. Os exercícios aliviam o estresse e a ansiedade, o que pode, por sua vez, ajudar a reduzir o apetite/desejos de comer, bem como pode ajudar a liberar emoções consideradas desagradáveis de sentir que costumam atrapalhar o emagrecimento.

O exercício, inclusive, pode ajudar a aderir mais facilmente ao plano alimentar, pois você poderá se sentir ainda mais focado e motivado. Você já deve ter ouvido alguém falar: “Eu fiz exercício, vou comer direitinho”, dessa forma, melhora a motivação para cuidar da alimentação. Mas também há quem pense assim: “Já que eu fiz exercício, posso me permitir”. Isso tem nome, e chama-se hábito angular – é quando um hábito influencia em outro hábito. Concluindo: exercício vai ajudar sim a emagrecer se a pessoa tiver comportamentos e crenças funcionais em relação a ele.

Sem falar, claro, que o exercício queimará calorias – que, afinal, é o objetivo do emagrecimento – e preservar o tecido muscular – outro objetivo muito importante evitar a flacidez e manter o metabolismo a “todo vapor” após o processo de emagrecimento!

Concluindo: não fazer exercício não é um impeditivo para emagrecer, afinal, 70-80% do emagrecimento é resultado do cuidado com alimentação. No entanto, se você não fizer exercícios, não contará com os benefícios deles e pode chegar à meta com mais flacidez e com o metabolismo lento pela perda de massa muscular, e aí há um risco maior de voltar a engordar.

Comece!

Antes de qualquer coisa, assim que você decidir começar a se exercitar, consulte um profissional da saúde para fazer uma avaliação.

Você pode optar por frequentar uma academia, praticar ioga, natação, corrida, caminhada ou qualquer modalidade que lhe agrade. É fundamental que, em primeiro lugar, seja uma atividade da qual você goste, caso contrário é muito provável que você desista dela em seguida. Quando fazemos um exercício que não gostamos e com o único objetivo de queimar calorias para emagrecer, acaba virando punição! Seja gentil com você mesmo: escolha um exercício que você realmente goste de fazer e que seja, antes de tudo, por saúde e bem estar. Queimar calorias será conseqüência! E comece aos poucos. Se você é sedentário e de um dia para o outro decide que vai emagrecer e malhar todos os dias, o exercício acabará se tornando um fardo, você ficará muito dolorido, e você vai acabar abandonando-o de novo. Outro ponto muito importante é respeitar o corpo se você sentiu alguma dor, e não fazer exercício a ponto de ficar tão dolorido que impeça a prática por vários dias seguidos depois ou acabar se lesionando. Isso contribui pode contribuir para abandonar também.

Se preferir, você pode fazer exercícios espontâneos (ou informais). O que são exercícios espontâneos? Todos aqueles que você pode inserir na sua rotina e praticar no seu dia a dia. Experimente ir ao seu destino a pé, sempre que possível, por exemplo. Opte pelas escadas ao invés do elevador. Desafie-se sempre a caminhar mais.

Se a sua rotina anda muito atribulada e você está tendo dificuldade de encaixá-lo no seu dia, repense seus horários e prioridades. Talvez seja necessário acordar mais cedo, rearranjar alguns compromissos, delegar ou eliminar atividades menos relevantes. Seja criativo! Pense nos exercícios como algo que deve ser inserido na sua rotina, não como algo opcional. Tenha uma programação para eles com horários determinados, como se fosse um compromisso.

Na hora de ir ao exercício, podem surgir muitos pensamentos ou sentimentos sabotadores, como preguiça ou vontade de priorizar outra atividade que nem urgente é. Procure não engajar em pensamentos não produtivos e pensar nos benefícios que terá se exercitando.

Crie estratégias para que você não burle. Por exemplo: passar em casa após o trabalho para trocar de roupa e ir à academia pode ser um motivo para acabar ficar em casa, comece a levar a roupa de ginástica para o trabalho e depois vá direto. Se ao acordar de manhã para se exercitar dá preguiça, já deixe a roupa de ginástica ao lado da cama e, ao acordar, vista-a assim que levantar. Assim por diante. Eu, por exemplo, preciso fazer exercício em locais próximos ao trabalho e, se for de manhã cedo fico mal humorada e se for no fim dia, que já estou cansada, eu burlo. Então, faço há 1 quadra do meu trabalho, às 11h, com hora marcada e sei que a minha professora está me aguardando.

Se você ainda não faz exercícios pelo menos duas-três vezes por semana, organize-se e planeje uma rotina de atividades físicas. Não fique esperando a vontade vir, por que ela pode não vir, hein… Muitas vezes precisamos começar sem motivação, para criar o caminho neural da motivação no cérebro. Veja esse vídeo do Dráusio Varela falando sobre exercícios e as corridas que ele pratica! Clique AQUI.

Para finalizar, não utilize os exercícios como punição por ter comido ou como forma de compensar algum exagero, pois o exercício começa a tomar forma de algo punitivo ou mecanismo compensatório, e dessa forma poderemos estar imitando o comportamento de pessoas com bulimia, e esse é um caminho perigoso para desenvolvimento de transtorno alimentar. Se você comer demais, simplesmente retome o cuidado em seguida e mantenha a rotina normal. Aqui nesse POST você pode ler mais a respeito de como lidar com os exageros.

No curso Emagreça Motivado (clique AQUI) esse é um dos temas abordados! Conheça! E um curso on line de emagrecimento!

Nutrição comportamental e mudança da relação com a comida: a melhor “dieta” para emagrecer.