Poucas pessoas conhecem os direitos humanos básicos da forma como estão descritos aqui, e o desconhecimento deles pode influenciar a sua saúde. O que direitos humanos básicos e saúde têm a ver? Leia e logo você vai entender.

  1. Direito de manter sua dignidade e respeito se comportando de forma habilidosa ou assertiva – inclusive se a outra pessoa sente-se ferida – enquanto não viole os direitos humanos básicos dos outros.
  2. O direito de ser tratado com respeito e dignidade.
  3. O direito de negar pedidos sem ter que sentir-se culpado ou egoísta.
  4. O direito de expressar e experimentar os próprios sentimentos.
  5. O direito de parar e pensar antes de agir.
  6. O direito de mudar de opinião.
  7. O direito de pedir o que quiser, entendendo que a outra pessoa tem o direito de dizer não.
  8. O direito de fazer menos do que é humanamente capaz de fazer.
  9. O direito de ser independente.
  10. O direito de fazer o que quiser com o próprio corpo, tempo e propriedade.
  11. O direito de pedir informação.
  12. O direito de cometer erros, e ser responsável por eles.
  13. O direito de sentir-se bem consigo mesmo.
  14. O direito de ter suas próprias necessidades e que essas sejam tão importantes quanto as dos demais. Além disso, temos o direito de pedir (não exigir) aos demais que correspondam às nossas necessidades e de decidir se satisfazemos a dos demais.
  15. O direito de ter opiniões e de expressá-las.
  16. O direito de decidir se satisfaz as expectativas de outras pessoas ou se comporta-se segundo os seus interesses – sempre que não viole os direitos dos demais.
  17. O direito de falar sobre o problema com a pessoa envolvida e esclarecê-lo, em casos limite em que os direitos não estão totalmente claros.
  18. O direito de obter aquilo pelo que paga.
  19. O direito de escolher não comportar-se de maneira assertiva ou socialmente habilidosa.
  20. O direito de ter direitos e defendê-los.
  21. O direito de ser escutado e ser levado à sério.
  22. O direito de estar só quando assim o desejar.
  23. O direito de fazer qualquer coisa enquanto não viole os direitos de outra pessoa.

Habilidade social

Imagine uma situação bem comum: você está na casa de uma pessoa e ela te recebe com um alimento que você precisa ou gostaria de evitar, seja por emagrecimento ou um problema de saúde, como diabetes, por exemplo. Você sabe agora que, segundo os direitos humanos básicos, especialmente os itens 2, 3, 5, 10, 13, 16, você tem o direito de dizer “não” sem se sentir culpado ou com medo.

Certo, mas você pode estar pensando: como comunicar o meu desejo de forma assertiva? Aí é que entra um outro ponto importante, que é como comunicar o seu direito, o seu desejo à outra pessoa. Tudo isso envolve algo chamado de habilidade social. Nos falta habilidade social quando não conseguimos comunicar o que desejamos, ou quando comunicamos de forma agressiva. Temos habilidade social quando comunicamos o que desejamos de forma assertiva. Como comunicar o desejo sem magoar a pessoa? Bem, garantias para isso não existem e não podemos nos responsabilizar por tudo que as pessoas sentem; elas devem ser capazes de lidar com seus próprios sentimentos e emoções. Não acha?

Vamos a alguns exemplos?

Vamos supor que você é diabético e o seu colega de trabalho lhe ofereceu uma fatia de bolo do aniversário dele.

  • Você estaria sendo não-assertivo na sua comunicação se comesse por medo de magoá-lo ou de ser mal educado, e depois poderia enfrentar uma desregulação na sua glicose.
  • Estaria sendo assertivo na sua comunicação se conseguir comunicar de forma educada, segura e tranquila algo como: “Parece uma delícia, muito obrigado por ter se lembrado de mim e ter guardado um pedaço de bolo, mas prefiro evitar por ser diabético”.
  • E estaria sendo agressivo na sua comunicação se falasse algo como: “Poxa, quantas vezes já te falei que sou diabético e não posso comer doce?”, podendo gerar um desentendimento interpessoal.

Vamos supor que você deseja emagrecer e, ao chegar na casa da sua mãe, ela o aguardava com uma macarronada para o almoço. Você comeu uma porção e parou, porém ela insistiu para você repetir.

  • Você estaria sendo não-assertivo na sua comunicação se comesse mais por medo de magoá-la ou desagradá-la e, depois, provavelmente se sentiria triste consigo mesmo.
  • Estaria sendo assertivo na sua comunicação se conseguir comunicar de forma educada, segura e tranquila algo como: “Mãe, está uma delícia, mas já estou satisfeito, muito obrigado” (não precisa justificar).
  • E estaria sendo agressivo na sua comunicação se falasse algo como: “Poxa, mãe, você sabe que estou tentando emagrecer, por que fica insistindo para eu comer mais?” e, depois, talvez ficasse arrependido pela forma como se comunicou.

Exerça os seus direitos humanos básicos, mas treine para fazê-los de forma assertiva, desenvolvendo suas habilidades sociais.

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