“Já comi o suficiente, mas está tão bom… bem que eu podia… Ops! 5-4-3-2-1- JÁ DEU!”

“Ah que vontade de ficar em casa e não ir no exercício… com essa chuvinha, bem que eu podia… Opa! 5-4-3-2-1- VAMOS LÁ!”

“Que saco ter que comer salada no almoço, bem hoje eu podia não comer… Não! 5-4-3-2-1- PEGUE!”

“Acho que não tive o resultado que eu deveria, acho que vou dar um bolo na nutri… Vou falar para ela que estou com dor de dente… Eeeei! 5-4-3-2-1- FORÇA!” Ah, te peguei, né! Brincadeira!

Te identifica com as situações acima? E quem não, né? Seja na hora de dar uma opinião no trabalho, de pedir um aumento para o chefe, de chegar na garota na festa, de dizer o que sente para alguém importante para você, em muitas situações a gente precisa se empurrar para uma ação. Se a gente pensar demais, o cérebro “puxa o freio de mão” e nos trava! Gostei muito desse termo que autora do livro, Mel Robbins, usou para descrever esse mecanismo de proteção que o cérebro usa para nos proteger do que ele (ele) considera uma ameaça para a gente, por isso ele nos provoca os sentimentos de medo, receio… para nos proteger de alguma frustração, por exemplo. Porém, com isso ele nos mantém na zona de conforto. Conforto para ele, por que para nós não necessariamente a zona de conforto está confortável. Afinal, comendo demais continuamos na zona de conforto, mas continuamos insatisfeitos com nossa aparência, não pedindo aumento continuamos na zona de conforto, mas continuamos insatisfeitos com o salário ou com o nosso crescimento na empresa, sem chegar na garota na festa continuamos na zona de conforto, sem correr o risco de nos sentirmos rejeitados, mas continuamos sozinhos. O que precisa acontecer é nós agirmos apesar dos nossos desconfortos, das nossas emoções. Afinal, o momento em que vamos nos sentir preparados ou motivados para fazer algo (emagrecer, mudar de carreira, se declarar, desabafar) pode demorar para chegar ou nem nunca chegar. Às vezes precisamos agir sem vontade para criar o caminho neural da vontade, e daí sentir a vontade. E sem falar que, quando agimos apesar das sensações, passamos nos sentir mais confiantes, por que ao sempre deixarmos nos levar pelo momento de hesitação e indecisão (quando pensamos e hesitamos, estamos falando de alguns segundos), nos sentimos cada vez mais incapazes e em descrédito com a gente mesmo.

Depois de uma breve explicação de neurociência, posso te dizer que a técnica é muito simples: hesitou em realizar algo? Está a ponto de te sabotar? Conte 5-4-3-2-1 e se empurre para uma ação. Depois do 1, não vem mais nada, vem a ação. E Aja! Quando a autora “descobriu” essa técnica, a vida dela estava literalmente no buraco, ela mal conseguia levantar da cama de manhã, por que não tinha coragem de enfrentar a própria vida. Criou a técnica para si mesma por acaso quando viu na TV um foguete sendo lançado ao espaço, na contagem 5-4-3-2-1. No dia seguinte ao acordar, aplicou a técnica: 5-4-3-2-1- VAMOS LÁ!, e deu certo, conseguiu! Primeira conquista dela depois de anos: levantar da cama no horário. Ela ficou muito feliz e passou a aplicar a técnica para várias outras situações simples, como enviar o próprio currículo para uma vaga de trabalho, e via que dava muito certo, e ela começou a recuperar o comando da própria vida. Ela passou a estudar neurociências e escreveu este livro e um outro, chamado “Stop saying you are fine / Pare de dizer que você está bem”. O TED Talk dela é o oitavo mais visto mundialmente, e hoje ela é uma das palestrantes mais bem pagas do mundo. Uma técnica simples da neurociência revolucionou a vida dela, que dirá do nosso emagrecimento, não é mesmo? Bora tentar!

Para ver TED dela, clica AQUI!