Se você me acompanha nas redes sociais há um certo tempo e/ou é meu paciente, sabe que defendo acima de tudo o equilíbrio e a mudança da relação com a comida, do comportamento alimentar.

Não sou a favor de dietas da moda e restrições. Na verdade, sou contra dietas em geral, e a “low carb” (estilo de dieta que propõe reduzir a quantidade de carboidratos ingeridos) é uma delas.

Por quê?

Simplesmente porque não é algo sustentável ao longo do tempo.

Pode até funcionar (aliás, qualquer conduta extrema funciona), mas reflita sobre sua rotina e sobre a sua relação com a comida e pergunte-se:

Quantos dias/semanas/meses você aguentaria ingerindo pouco carboidrato?

Quando voltar a comer, de que forma será? Provavelmente de forma voraz e transtornada…

Vejo muitas pessoas amedrontadas com a questão do “isso pode, isso não pode”, categorizando os alimentos em “vilões” e “mocinhos”, o que só contribui para uma coisa: para tornar o comportamento alimentar ainda mais problemático.

Precisamos é construir uma nova forma de comer, para perder o medo excessivo da comida. A ingestão de carboidratos, quando feita de forma adequada em termos de escolhas e quantidades na maior parte do tempo,  não traz obesidade nem consequências ruins para a saúde, bem pelo contrário: carboidratos são importantes no contexto geral! Você sabia, por exemplo, que o carboidrato é a principal fonte de energia para o cérebro? Por isso, é comum vermos pessoas sentindo dores de cabeça, mal estar e dificuldade de concentração quando cortam de maneira radical o carboidrato.

O que funciona de verdade, então, é mudança de comportamento alimentar com orientação de profissional com experiência em Nutrição Comportamental.
Desconfie de todas as promessas milagrosas, pois elas te farão emagrecer por um curto período de tempo, e não de forma progressiva e definitiva, como deve ser.
Na verdade, no fundo você já sabe disso, só precisa aceitar de uma vez por todas!

Cuide-se com carinho e valorize acima de tudo sua saúde física e mental. Seu corpo merece atenção especial.

Nutrição comportamental e mudança da relação com a comida: a melhor “dieta” para emagrecer.