Você não aguenta mais fazer dietas restritivas? Sente muita culpa ao comer pois perde o controle facilmente? Comer está virando um problema e ficando cada vez mais complicado para muita gente. E não é à toa que, quanto mais dietas fazemos, mais engordamos. Se você quer saber mais sobre isso, o livro “O Peso das Dietas” é para você, e está disponível para compra na Amazon.

O peso das dietas

Eu gosto muito de indicar o livro “O Peso das Dietas”, especialmente para aquelas pessoas que já fizeram várias dietas radicais e vivem no efeito sanfona. Embora a prática de fazer dieta cause muito sofrimento, as pessoas têm dificuldade de enxergar o emagrecimento de outra forma. Geralmente são pessoas que começaram cedo a fazer dietas restritivas e que usam ou já usaram diversos medicamentos para emagrecer. Ainda assim, muitas vezes esperam por algum milagre para emagrecer.

No livro a autora explica de forma simples o quão perigosas são essas práticas para o nosso metabolismo, bem como sobre os mecanismos que o cérebro usa para se defender das agressões dessas dietas. Através de informações científicas, explica porque fazer dieta não funciona e porque fazer dieta engorda mais. Como diz a frase: “se dieta funcionasse já estaríamos todos magros”, afinal, dietas não faltam por aí, não é mesmo? Dietas movimentam uma indústria enorme, por isso, não podem faltar dietas novas.

O respeito ao corpo

A autora explica sobre a importância de se respeitar a fome, bem como a importância de saber parar de comer, ou seja, de se respeitar o corpo, o estômago, também nesse momento. Enfim, a importância de se respeitar o corpo tanto na fome quanto na saciedade. Explica o que é sentir fome, os níveis de fome, e que não devemos deixar a nossa fome chegar no nível extremo. Explica o que é sentir saciedade, visto que muitas pessoas estão totalmente desconectadas do seu corpo. Essa desconexão causa dificuldade de identificar e confiar nos sinais internos do seu corpo, de seguir a própria intuição sobre o momento de comer e a hora certa de parar, por exemplo. Fala também sobre a importância de retomar a atenção na hora de comer, e o quanto isso é essencial para a percepção da saciedade psicológica e da saciedade fisiológica.

O terrorismo alimentar

A autora fala também que, em função de todo esse terrorismo alimentar que estamos vivendo as pessoas estão perdendo o prazer de comer. O terrorismo alimentar traz muitas dúvidas, questionamentos e culpa às pessoas na hora de comer, pois estimula a classificação dos alimentos em categorias, como vilões (engordam) e mocinhos (emagrecem).

A hora que deveria – e deve – ser de prazer tornou-se uma angústia. Comer é prazeroso, e não há mal nenhum em sentir prazer em comer. O grande ponto é como se come. O contexto. Comer com prazer é uma coisa, comer com gula é outra. Comer as emoções também.

O livro é muito bom, pois propõe um caminho de equilíbrio para os que estão cansados dos altos e baixos das dietas, que só trazem frustração, sensação de incapacidade e baixa autoestima. O caminho que ela propõe é o melhor caminho, o mais seguro, sensato e eficiente para emagrecer e se manter magro.

No início do livro ela fala um pouco (demais) sobre si mesma, e isso me incomodou um pouco. Mas, tive paciência e segui em frente. Se você preferir, pule essa parte, mas não largue o livro por causa disso. Durante o livro ela se torna um pouco repetitiva na questão de respeitar os sinais internos de fome e saciedade, mas acho que isso não é de todo mal. Muitas vezes a repetição se faz necessário para fixar novos aprendizados, como resgatar a atenção e o respeito para com o nosso corpo.

As receitas são legais mas, por ela ser francesa, nem todas vão agradar a nós, brasileiros. As receitas possuem estilo tradicional, visto que a bandeira dela é comer de tudo sem restrições e sem cortes de grupos de alimentos. A proposta é melhorar o comportamento na hora de comer. E eu concordo com ela, as receitas fit tendem a ser nada prazerosas de se comer. Se a gente aprender a comer o brigadeiro tradicional, com prazer, mas sem gula, não será necessário apelar para o brigadeiro fit farinhento de gosto ruim.

Veja também o TED da Sophie Deram.