Disfagia é bastante desconfortável e pode trazer riscos à saúde se a alimentação não for adequada ao paciente. Portanto, fique atento ao que é disfagia, suas causas e como deve ser a alimentação.

O que é disfagia e quais os sintomas

Disfagia é a dificuldade no transporte do bolo alimentar através do esôfago, ou seja, da faringe até estômago. Os sintomas da disfagia são tosse, engasgo, regurgitação, dor ao engolir, perda de peso, comida parada na boca ou na faringe, entre outros.

Quais as causas da disfagia

As causas mais comuns são: carcinoma, esofagite, aperistalse idiopática (problemas de transporte do bolo alimentar sem causa conhecida).

Disfagia e alimentação

Para orientar a alimentação, é importante considerar os seguintes aspectos do paciente:

  • Grau de disfagia;
  • Estado cognitivo;
  • Grau de independência alimentar;
  • Estado nutricional;
  • Preferência alimentares;
  • Condições sócio-econômicas (para indicar uma dieta que o paciente consiga manter economicamente).

Dieta para disfagia

Em uma dieta adequada para disfagia é importante seguir as seguintes recomendações:

  • Fazer várias refeições ao dia de pequenos volumes, como: café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde 1, lanche da tarde 2, jantar e ceia. Ou seja, comer de 3 em 3 horas ou 4 em 4 horas;
  • Engrossar os alimentos líquidos, tornando-os pastosos. Por exemplo: leite espessado com 10 a 20% de cereais, como mucilagem, amido de milho, farinha de aveia, farinha láctea;
  • Preferir alimentos macios e pastosos, como: queijos macios, massas bem cozidas com molhos cremosos, iogurtes, ensopados e sopas cremosas.
  • Consumir hortaliças e vegetais na forma pastosa, transformando-os em purês, suflés e cremes, como creme de brócolis;
  • Preferir sucos de frutas espessados, frutas em conserva, cozidas, purês e papas de frutas;
  • Preparos como pudins, flãs, sorvetes, gelatinas, biscoitos com leite, etc, também são bem vindos, porém, procurando incluir esse tipo de preparo com receitas saudáveis, como sorvete de banana congelada;
  • Pode-se usar espessantes de alimentos, como a farinha de trigo, amido de milho ou produtos industrializados hospitalares;
  • Enriquecer a alimentação, tornando-a calórica para evitar desnutrição, se for o caso do paciente;
  • Avaliar a necessidade de uso de sonda nasogástrica, em caso de risco de desnutrição.

Evitar na alimentação para disfagia

  • Alimentos muito líquidos, como água, refrescos, leite puro, café puro, chá, etc;
  • Alimentos secos, crocantes e duros, como biscoitos, torradas, flocos de cereais, miolo de pão, balas, etc;
  • Queijos derretidos;
  • Peixes com espinhas;
  • Frutas cruas (exceto a banana) e secas (como uva passa, damasco, etc);
  • Frutas muito fibrosas (laranja, abacaxi, manga) ;
  • Vegetais crus ou ralados.

Nutrição e gastroenterologia: uma união muito importante!