Reeducação Alimentar (RA) é um termo muito comentado como sendo o “segredo” para emagrecer de forma sustentável, duradoura, eficiente e segura e para manter-se magro. É o segredo para ter uma vida mais saudável, livre de doenças e do efeito sanfona. A RA é um processo que acontece através de trocas inteligentes de alimentos e da melhora do comportamento alimentar. É resultado da ação na mudança de hábitos, mas sem deixar de fora o que faz parte da cultura do indivíduo. Na RA não há proibições, cortes de grupos alimentares, não há alimentos vilões e mocinhos, bons e maus, nem terrorismo e, sim, a maneira como se come, as escolhas, a frequência e a quantidade.

Durante toda a nossa vida, principalmente na infância, aprendemos o que e como devemos comer com nossos pais e com as pessoas da nossa convivência. No entanto, nem sempre esse aprendizado acontece com alimentos e comportamentos alimentares saudáveis. Quando ficamos mais maduros ou nos deparamos com o excesso de peso ou  com alguma doença, tomamos consciência da importância da alimentação para uma vida melhor e podemos nos dar conta que não nos alimentamos de forma balanceada ou que não temos um relacionamento saudável com a comida.

É importante dar-se conta que aqueles hábitos eram de nossos pais, que foram passados para nós, que passamos a reproduzir, e que depois de maduros, temos a opção de escolha por uma alimentação mais saudável e um comportamento alimentar mais equilibrado. Aí é que entra a RA! É importante entender é que a RA não consiste em deixar de comer tudo o que gosta e passar a comer somente frutas, verduras, legumes e alimentos light. Muito pelo contrário, é aprender que você pode comer de tudo, mas sem exageros e de forma equilibrada. Tudo depende da frequência, da quantidade e da forma como comemos. Ou seja, compreender que não existe um alimento culpado e um salvador, e sim o nosso comportamento frente aos alimentos, para então aprender a encontrar o equilíbrio de comer de tudo com moderação, sem neuras, culpas, medos desnecessários ou exagerados. Com prazer, mas sem gula.

Na abordagem RA e comportamento alimentar/nutrição comportamental também aprende-se a respeitar a fome e a saciedade, aprende-se a hora certa de parar de comer, como lidar ou evitar a culpa, aprende-se a reconhecer os pensamentos sabotadores e distorcidos sobre comer, comida, emagrecimento e como se posicionar frente a eles, aprende-se a dizer não, a diferenciar fome, vontade genuína de comer algo e desejo, aprende-se a identificar quais são os gatilhos que disparam os desejos de comer e como mudar esses comportamentos automáticos ou impulsivos.

Por toda essa parte comportamental que envolve a RA, o ideal é que o acompanhamento seja realizado com orientação de uma nutricionista que realmente trabalhe e conheça essa área, pois atualmente há muitos nutricionistas que dizem atender RA, mas prescrevem dietas restritivas, e a RA/nutrição comportamental não é nada disso.

Na RA recebe-se um plano alimentar, o que é bem diferente de receber uma dieta. A dieta gera proibição, não leva em conta preferências, rotina, estilo de vida, aspectos culturais, por essa razão que é tão difícil mantê-la. Por ser tão restritiva gera resultado rápido, mas em seguida a dieta é abandonada e o indivíduo volta a se alimentar como antes. O fato é que, por não ter aprendido novos hábitos alimentares e não ter construído uma nova maneira de comer, e a maneira como se alimentava antes engorda, então nada mais previsível do que recuperar o peso (na forma de gordura), e aí começa o efeito sanfona. O problema é que isso abala muito a auto estima, por que a pessoa, ao abandonar a dieta, se sente fracassada. Mas digo que não é ela a fracassada, o método é fracassado. Você conhece alguém que tenha conseguido manter uma dieta restritiva a longo prazo e que não tenha voltado a engordar nunca mais? Duvido. Já é comprovado que fazer dieta engorda. Aliás, se fazer dieta emagrecesse, já estaríamos todos magros, não é? Dietas por aí é que não faltam!

A resultado da RA/nutrição comportamental, falando em quilos de emagrecimento, pode ser semelhante ao de uma dieta. Só que ainda melhor, por que é constante. É  constante por que é possível manter o plano alimentar, que não é sofrido, nem punitivo, é agradável! Ele é consequência de mudanças profundas na relação com a comida. Mesmo que leve um pouco mais de tempo, qual o problema? Quando você estiver feliz por ter chegado no seu objetivo, não vai importar quantos meses a mais levou. Acalme o seu imediatismo e exercite paciência consigo mesmo e com o processo. Lembre-se que com dieta restritiva você chega na metade do caminho, abandona, e depois tem que recomeçar. Isso toma tempo também, e traz muita frustração, entre outros sentimentos negativos. Há quanto tempo você já poderia estar no seu objetivo se tivesse topado seguir por um método que, por mais que não seja tão imediato, seja sustentável e mais gentil?

O mais incrível de tudo é que, com os novos aprendizados, consegue-se manter o peso conquistado depois e, por ser um emagrecimento mais saudável, a massa muscular se mantém e perde-se mais gordura corporal. Dessa forma, o metabolismo fica a todo vapor e sem a flacidez que a dieta e o efeito sanfona causam.
Vem comigo nessa aventura maravilhosa que é a RA e resgate a melhor versão de si mesmo!

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Nutrição comportamental e mudança da relação com a comida: a melhor “dieta” para emagrecer.