O PODER DO HÁBITO – Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios

Mutias vezes quando estamos querendo fazer alguma mudança na nossa vida, como por exemplo emagrecer, parar de fumar ou começar uma atividade física, encontramos uma resistência enorme e sentimos como se existisse alguma força nos puxando de volta aos velhos hábitos. Para nos auxiliar a compreender, e principalmente a vencer estas barreiras, é que recomendo a leitura do Livro “O poder do hábito – Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios” de Charles Duhigg (a venda na Amazon do Brasil)

Esse livro é sensacional, daqueles que você começa e não consegue largar! Fala sobre como os hábitos se formam e como mudar um hábito, sejam hábitos pessoais, de comunidades ou de empresas. Conta histórias de produtos famosos, empresas e pessoas famosas também.

O mais legal é que ele ensina que os hábitos pessoais são comportamentos automáticos que são disparados por gatilhos (ansiedade, medo, frustração, tédio, tristeza, cansaço, raiva, e por aí vai). Esses gatilhos nos fazem ir em busca de uma recompensa, o que é natural do ser humano. Porém, nessa busca de recompensas, acabamos desenvolvendo mecanismos automáticos para obtê-las, que podem ser saudáveis ou não. Apesar de o livro não ser direcionado totalmente para a questão alimentar, tira-se muito proveito e entendimento dele sobre todos esses mecanismos. Tem uma parte bem chata logo no início, que é um pouco longa e que fala de um paciente que perdeu e memória. Não desista do livro por causa disso, pule essa parte se for o caso, por que terá muito conteúdo valioso pela frente, e muito leve de ler.

O próprio auto do livro compartilha no final da obra a própria situação dele. Ele queria emagrecer e não conseguia por que tinha o hábito de comer cookies a tarde (e os cookies americanos são umas bombas né!). Então, ele compartilhou como ele fez para mudar esse hábito. Ele começou a anotar todos os dias, sempre que surgia aquela fissura pelos cookies, as seguintes informações: onde ele estava, o que havia acabado de fazer, que horas eram, o que ele estava sentindo. Ele identificou que sentia tédio e comia os cookies para se distrair. A partir disso ele começou a criar estratégias para lidar de maneira mais saudável com o “gatilho tédio” e obter recompensas mais saudáveis, que não fossem comida. No começo obviamente ele teve que se esforçar e houveram momentos em que ele cedeu ao desejo, mas ele começou a perceber que quando ele superava o desejo, ele se sentia mais feliz com ele mesmo, e isso reforçou nele a vontade e a motivação de continuar se esforçando para mudar aquele hábito. Por fim, ele conseguiu.

Mudar um hábito não leva tanto tempo quando nos dedicamos a mudá-lo com vontade. São 20 dias! Recomendo muito esse livro, os meus pacientes adoram por que faz toda a diferença entender mais sobre como formamos nossos comportamentos, por que os desenvolvemos, e como sair do piloto automático! Sabe quando você diz: quando eu vi eu já tinha comido? Provavelmente é o hábito! Saia do piloto automático!