O alimento viciante é como um ex-cônjuge

O vínculo com a comida no processo de emagrecimento é muito parecido com o de um casal que se separa, mas que deve continuar mantendo contato por que nos bons tempos tiveram filhos: a separação não é total, há algo que os une.
Suponhamos que um deles, depois da separação, continue sentindo amor pelo seu ex. Evidentemente vai sofrer. Pior ainda se continuar se relacionando periodicamente. No entanto, se aprender a controlar o seu impulso, deixará de sofrer tanto por causa do ex-cônjuge.
Da mesma maneira, a comida; apesar de em excesso ser prejudicial, é evidente que precisamos continuar a nos alimentar para viver. Estamos em constante contato com ela. Porém, se mantivermos certa distância e a medida justa, a comida em excesso não entra no nosso organismo. Por quê? Por que modificamos a forma como nos relacionamos com ela. Assim, ela também não nos prejudica.
O desafio reside em poder conviver com a comida sem extrapolar, ou seja, saber quais alimentos despertam dependência imediata e evitar consumi-los, identificar quais situações da vida podem nos causar inquietação e aprender a lidar com elas de outra forma, sem exageros.
Em última análise, a mudança consiste em deixar de cultivar uma paixão descontrolada pela comida, para estabelecer uma amizade pacífica. Por isso a comparação entre o processo de emagrecimento e a separação de um casal que continua mantendo contato é apropriada: neste caso é necessário também aplicar um corte inicial, para depois passar a medida e a distância justas.
Assim conseguiremos manter uma boa relação com a comida, que esteja sob o nosso controle e que não nos machuque.

Reeducação alimentar: muito além de dieta, é mudança de comportamento.

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