Nutrição Comportamental para Emagrecer: como funciona?

O nutricionista comportamental é na verdade um terapeuta nutricional. É o facilitador do processo de mudança da relação com a comida. Ele não te julga, não te xinga, não te critica, e sim busca entender junto contigo o que está por trás da sua forma de comer e te ajuda a buscar soluções de como tornar o seu ato de se alimentar um comportamento mais intuitivo e natural, que é como deveria ser.

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Nas consultas, conversamos sobre o que a pessoa come, quando/em que momentos ela come, por que ela come, de que maneira. Entre os nutricionistas comportamentais mais “tradicionais” não é fornecido um plano alimentar e sim apenas orientações, mas eu forneço sim plano alimentar na primeira consulta com várias opções em cada refeição, não só por que o paciente espera isso do nutricionista e sente-se perdido quando não recebe, mas por que o plano alimentar o ajuda na organização e a evitar a monotonia alimentar.

Então, na primeira consulta, que dura em torno de 1h30, conversaremos sobre o seu comportamento alimentar, vamos analisar juntos o seu dia-a-dia e vou te explicar, entre outras coisas, por que você sente tanta fome ou desejo no fim do dia, por exemplo, ou por que você chega com tanta fome nas refeições, ou por que você não consegue se controlar nas festas, e como fazer. Na primeira consulta também planejamos juntos o seu plano alimentar baseado em comidas “normais”, na sua rotina, e também no que você gosta de comer. O plano alimentar serve como guia para refeições equilibradas, nutritivas e para manter a variedade. Nada é proibido – a não ser que o paciente apresente algum problema de saúde que exija isso.

Nas reconsultas, que duram em torno de 45 min, conversaremos muito mais sobre os comportamentos alimentares e como melhorá-los, do que sobre o que você comeu em si. Afinal, as escolhas dos alimentos e a forma de se alimentar são resultados do quão desordenada/transtornada é a relação com a comida. Então, na nutrição comportamental não existem regras rígidas sobre o que comer ou não comer, o que significa que trabalhamos com o bom senso da frequência e da quantidade e os significados do comer (comi só por que eu vi, por que eu estava nervoso, por que não soube dizer não, ou por que eu realmente estava com vontade). Ou seja, vamos entender por que você está querendo comer aquilo naquele momento e por que não consegue parar no momento certo, por exemplo. Aprender a diferenciar fome física, desejo impulsivo disparado por emoções ou situações e vontade verdadeira de comer, bem como aprender a identificar a saciedade e saber parar de comer com a decisão pautada nos sinais do seu corpo e não se ainda tem no prato ou não, por exemplo. Aprender a lidar de forma mais saudável com emoções negativas e a se posicionar com os pensamentos sabotadores que disparam desejo de comer ou comportamento automático de comer.

Essas mudanças são conduzidas através de várias técnicas, como coaching, mindfulness, abordagem da  entrevista motivacional e cognitivo comportamental, onde o paciente é gradualmente conduzido a mudanças na sua relação com a comida ou sobre a posição que a comida ocupa na vida dele.

Com isso, o progresso obtido e os resultados são para a vida toda. E aí às vezes me perguntam: mas nutrição comportamental emagrece? Depois de tudo isso que te contei, o que você acha…? Bom, sou suspeita para dizer por que eu adoro trabalhar com nutrição comportamental e eu acredito, após 14 anos de experiência diária em consultório, que esse é o único caminho para um emagrecimento seguro, saudável, permanente, e que não vai prejudicar a sua relação com a comida. Se é isso que você quer para sua a vida, a nutrição comportamental é para você. Mas, se você ainda está buscando por resultados imediatos, milagrosos e atalhos, ainda não é o seu momento para a nutrição comportamental.