Nutrição Comportamental para Emagrecer: como funciona?

O nutricionista comportamental é na verdade um terapeuta nutricional. É o facilitador do processo de mudança da relação com a comida. Ele não te julga, não te xinga, não te critica, e sim busca entender junto com o paciente o que está por trás daquela forma de comer e buscar soluções de como tornar o ato de de alimentar um comportamento mais intuitivo e natural, que é como deveria ser.

Nas consultas, conversamos sobre o que a pessoa come, quando/em que momentos ela come, por que ela come, de que maneira. Entre os nutricionistas comportamentais mais “tradicionais” não é fornecido um plano alimentar e sim apenas orientações, mas eu forneço sim plano alimentar na primeira consulta com várias opções em cada refeição, não só por que o paciente espera isso e sente-se perdido quando não recebe, mas por que o ajuda na organização e a evitar a monotonia alimentar. Quando planejo o plano alimentar com o paciente, analisamos juntos o dia-a-dia dele e explico, por exemplo, por que ele sente tanta fome ou desejo no fim do dia, e fazemos o plano alimentar baseado em comidas “normais, baseado na rotina dele, e também no que ele gosta de comer . Porém, nas reconsultas conversamos muito mais sobre os comportamentos alimentares do que sobre o que comeu em si, afinal, as escolhas dos alimentos e a forma de se alimentar são resultados do quão desordenada/transtornada é a relação com a comida.

O plano alimentar serve como guia para refeições equilibradas, nutritivas e para manter a variedade. Nada é proibido – a não ser que o paciente apresente algum problema de saúde que exija isso – o que significa que trabalhamos com o bom senso da frequência e quantidade. Ou seja, entender por que estou querendo comer aquilo naquele momento e por que não consigo parar no momento certo, por exemplo. Aprender a diferenciar fome física, desejo impulsivo disparado por emoções ou situações e vontade verdadeira de comer, bem como aprender a identificar a saciedade e saber parar de comer com a decisão pautada nos sinais do corpo e não se ainda tem no prato ou não. Aprender a lidar com emoções negativas e pensamentos sabotadores que disparam desejo de comer ou comportamento automáticos de comer.

Através de várias técnicas de coaching, mindfulness, e com a abordagem da  entrevista motivacional e cognitivo comportamental, o paciente é gradualmente conduzido a mudanças na sua relação com a comida ou sobre a posição que a comida ocupa na vida dele.

Com isso, o progresso obtido e os resultados são para a vida toda. Se é isso que você quer para sua a vida, a nutrição comportamental é para você. Mas se você está buscando resultados imediatos, milagres e atalhos, ainda não é o seu momento para a nutrição comportamental.