Meu filho não se alimenta bem. O que eu faço de errado?

Muitas vezes os pais têm dúvidas quanto à conduta de educação dos filhos e, geralmente, as dúvidas são monstruosas quando se relaciona à educação alimentar, principalmente quando a criança não se alimenta bem.

Quando a criança apresenta dificuldades para se alimentar, recusa-se a comer, depois de descartadas as hipóteses de alguma doença, os pais passam a se questionar: “afinal, estou errando de alguma forma?”.

Seguem algumas dicas, de erros ou acertos…

Não estabeleça arbitrariamente a quantidade de alimento. Alguns pais estabelecem arbitrariamente a quantidade de alimento que oferecem à criança, na maioria das vezes servindo o equivalente à refeição de um adulto.

A criança só tem bom apetite quando ingere toda a quantidade de comida que lhe é oferecida – há quem pense isso. Na realidade, só o fato da criança deixar sobra de comida no prato assegura que ela satisfez plenamente o desejo de se alimentar.

Quando a criança não ingere tudo, as mães tornam-se cegas para averiguar a causa da recusa e fazem com que a criança ingira a sobra às custas de insistência, distrações, agrados, promessas, recompensas, ou mesmo a forçam a comer ameaçando-a de castigo ou punições corporais. Na realidade, a conduta de insistir ou forçar é errônea, podendo acarretar obesidade ou falta de apetite da criança.

Quando a criança ingere bem alguns alimentos e recusa outros, a mãe procura “compensar” a carência de um pelo aumento do outro, levando a cardápios inteiramente desequilibrados e carentes, geralmente com excessos ou exclusividade de leite para crianças acima de 1 ano. Essas mães trocam as grandes refeições por mamadeiras. As mamadeiras são bem aceitas e, quando oferecidas em excesso, aumenta o risco de obesidade futura. O alimento preferido deve ser restringido a fim de criar a sensação de fome, levando à ingestão do alimento rejeitado.

Tais mães desejam que a criança continue aceitando refeições de leite e receba prescrições de vitaminas e estimulantes de apetite para refeições de sal, mas esquecem de que o problema pode consistir em erro educacional e alimentar e não no apetite da criança. Em alguns casos, a mãe crê que seu filho não come o suficiente para o seu desenvolvimento e nem sempre essa circunstância é real.

A quantidade de alimento que a criança está ingerindo deve ser sempre averiguada por nutricionista através de uma entrevista com os pais e/ou com a criança, para constatar a veracidade do caso (se a criança está mesmo alimentando-se mal), mesmo por que geralmente a mãe se refere à refeição de sal, omitindo a aceitação excelente, ou mesmo excessiva, das refeições de leite.

Depois de realizada a investigação relativa à “inapetência” da criança, se nenhuma doença orgânica foi constatada, seguem algumas dicas:

Mudar os conceitos sobre as atitudes incorretas quanto à alimentação da criança.

Evitar a oferta de guloseimas próxima ao horário das refeições principais.

As refeições devem ser feitas em ambiente calmo.

Nunca usar técnicas de “pressão” ou “sedução”, agrados ou punições para conseguir que a criança coma tudo.

Servir as quantidades corretas de alimentos para a criança, de acordo com a idade e peso corporal.