Leite: mitos e verdades

O homem é o único mamífero que segue consumindo leite mesmo depois de desmamar. Há quem defenda que esse consumo é desnecessário, pois existem outras fontes alimentares capazes de suprir as necessidades diárias de cálcio, um dos componentes mais importantes do leite. Verdade ou não, o leite continua sendo considerado uma das melhores fontes de cálcio.
Como o organismo não fabrica o cálcio que precisa, o mineral tem de ser obtido a partir da alimentação. Durante a amamentação, o leite materno supre as necessidades de todos os nutrientes, inclusive de cálcio e, até os 6 meses o leite materno deve ser a única fonte de alimentação da criança.

Diferentes fases da vida exigem diferentes quantidades de cálcio:

Período > Quantidade diária > Nº de copos de leite
1 a 3 anos > 500 mg > 2
4 a 8 anos > 800 mg > 3
9 a 18 anos > 1300 mg > 4
19 a 50 anos > 1000 mg > 3
Acima de 50 anos > 1200 mg > 4

No entanto, não devemos esquecer que queijos, sardinha e folhas verdes escuras também são ótimas fontes de cálcio.
Sabemos que a maior parte do cálcio do nosso organismo se encontra em nosso esqueleto, pois ele é o responsável pela formação da nossa massa óssea. Podemos tomar como exemplo as meninas: se não ingerem uma boa quantidade de cálcio, a massa óssea ficará deficiente na fase adulta. Somando a isso as futuras gestações e a menopausa, serão importantes candidatas a osteopenia e osteoporose.
Por isso, é particularmente importante para as meninas uma boa ingestão de cálcio, desde pequenas, pois as mulheres são atualmente ainda mais afetadas pela osteoporose que os homens.