Lanche! Que hora mais feliz!

A parada para um lanche é o maior trunfo das crianças, pois da pique para brincar no pátio e concentração na escolinha.
Da escola para o judô, do ballet para o inglês, do futebol para a computação, da aula de piano para a natação… Ufa! Tantas atividades pedem um caminhão de energia. E apenas três refeições diárias não dão conta de tamanha demanda. Daí a importância do lanche, pois ele ajuda a manter bons níveis de glicose no sangue. Assim, o corpo todo tem a sua disposição boas doses de combustível para queimar e, claro, funcionar perfeitamente!
Mas não é qualquer guloseima que desempenha bem esse papel. A merenda deve ser composta por alimentos nutritivos. A dica é que não falte frutas ou sucos naturais, cereais, leite ou derivados na hora do lanche. O problema é que muitas vezes esses itens tão importantes passam longe do dia-a-dia dos pequenos.
Os inglesinhos que o digam. Pesquisadores do FSA (órgão responsável pelo controle alimentar no Reino Unido) fizeram um “raio-X” em 550 lancheiras e observaram que 71% delas carregavam batata chips e menos da metade trazia alguma fruta. No Brasil a situação é semelhante, pois biscoitos recheados, salgadinhos e refrigerantes são os campeões.
Apesar da preferência da criançada, a merenda também pode ser saudável, e a primeira dica é não proibir nada. A orientação, em vez do “não”, desde a primeira infância é sempre a melhor atitude. Mostrar que o alimento nutritivo é gostoso e envolver a criança na elaboração do cardápio ou dos pratos já é um ótimo começo.
Outra dica é afastar certos preconceitos, como o de que as crianças têm verdadeira repulsa por vegetais.
Na maioria das vezes, a criança nega comer uma verdura, legume ou fruta por não conhecê-lo, ou por achar o alimento estranho ou o sabor diferente dos alimentos que ela está acostumada a comer, como bolachas, refrigerantes, sucos industrializados, salgadinhos, etc.
Se a criança não está habituada a comer esses alimentos, que são a base para uma saúde resistente, é necessário que os pais estimulem a criança a comê-los, insistindo a cada dia, porém, sem forcá-la. Também é muito importante que os pais, irmãos e familiares dêem o exemplo, comendo esses alimentos na frente da criança, e oferecendo para ela.
Mas atenção!! Ainda que as porções sejam nutritivas, lanchar não significa “beliscar” o dia inteiro, caso contrário, a criança corre risco de adquirir peso e tornar-se “gordinha”. A recomendação é de dois lanches ao dia e não há horário determinado, porém, os jejuns não devem ultrapassar 4 horas.
Para os pequenos esportistas, uma barra de cereal, 15 minutos antes da atividade física é muito bem-vinda. Um sanduíche logo depois ajuda a repor os nutrientes. Se houver desleixo nesse sentido, o rendimento escolar (inclusive na escola de educação infantil) da criança se torna péssimo. Ah! Vale lembrar que bons goles de água são fundamentais para manter a criança hidratada.

By | 2017-03-01T12:17:52+00:00 29/02/2016|Categories: Nutrição Infantil|Tags: , , , , |