Dieta para candidíase vaginal crônica

Sabe-se que o estresse baixa a imunidade e nos deixa mais suscetível a infecções (seja por fungos, vírus ou bactérias) e alergias, por que altera nossa permeabilidade intestinal e a nossa microbiota. Como na mulher o ânus e a vagina são separados apenas pelo períneo (ou seja, são muito próximos), a microbiota intestinal sofre translocação para a vaginal. A candidíase vaginal também pode ser comum em mulheres que sofrem 1) de constipação crônica, 2) por alimentação rica em lácteos, farinha branca e açúcar, 3) ou após uso de antibióticos. Esses 3 fatores levam à alteração da microbiota intestinal, e consequentemente da vaginal. Para saber mais vá para esse POST.

Evitar determinados alimentos:

  • Retirar da alimentação leite e derivados, açúcar (qualquer tipo, inclusive mel) e farinhas refinadas, por pelo menos 30 dias, pois a cândida fermenta esses alimentos.
  • Atenção com alimentos industrializados e preparos que levem leite, açúcar e farinha refinada na composição.
  • Evitar frutas muito maduras (pela proliferação de fungos). Evitar melão, melancia, amendoim, frutas secas e cogumelos, pois são ricos em fungos.
  • Evitar alimentos e bebidas fermentados por leveduras, como pães brancos e bolos, vinho, cerveja e vinagres.
  • Não reaproveitar alimentos, mesmo que tenham sido refrigerados.

Dê preferência aos seguintes alimentos e suplementos:

  • Caso sentir voracidade por doces, colocar um pouco de açúcar na língua, ou mascar um cravo ou cristais de gengibre.
  • Usar stévia se necessário
  • Aumentar consumo de temperos, como: alho, cebola, alecrim, tomilho e, principalmente, orégano (antifúngicos).
  • Dê preferência às frutas cítricas, 2 unidades ao dia
  • Aumentar o consumo de fibras (farelos, linhaça, cereais integrais e verduras variadas em abundância), pois as bactérias probióticas fermentam esses alimentos.
  • Beber uma xícara de chá de hortelã ao dia (antifúngico).
  • Consumir sementes de girassol e/ou abóbora seca (não torrada). Secar a 70-80° graus no forno ou ao sol. Triturar no liquidificador (se quiser) e usar 1 colher de sopa ao dia, ou comer 1 punhado ao dia.
  • Usar preservativo tradicional, sem espermicida.
  • Usar os lactobacilos em cápsulas via oral e intravaginal, conforme orientação do nutricionista.
  • Usar óleo de alho desodorizado ou de orégano em cápsulas, 500 mg ao dia.
  • Usar extrato de própolis em suspensão 20%: 40 gotas ao dia por 30 dias.
  • Usar fórmula de vitaminas e minerais para melhora da imunidade, rica em biotina, conforme prescrição do nutricionista.
  • Usar suplemento de clorela ou spirulina platensis, 500 mg duas vezes ao dia.

Nutrição funcional e saúde íntima da mulher: tudo a ver! 😉

Fonte: materiais de aula da Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional.